Interdisciplinaridade é ferramenta potente no processo de ensino

Diálogo entre as diferentes ciências supera a fragmentação do conhecimento e permite a visão do todo; no Colégio Mater Amabilis, a prática integra diversos projetos e atividades

No ambiente escolar, a interdisciplinaridade acontece quando os conteúdos de diferentes disciplinas se relacionam para possibilitar uma maior compreensão do tema estudado. Essa abordagem assume grande relevância no processo de ensino, pois é uma forma de dar sentido para a aprendizagem.

Luiz Antonio Gerardi Junior, professor de Biologia e coordenador dos projetos socioambientais (SOS Mater) do Colégio Mater Amabilis, explica que, durante muito tempo, as ciências foram trabalhadas no contexto escolar de forma muito específica, e que a interdisciplinaridade veio suprir essa demanda para que as elas pudessem “conversar”.

“A interdisciplinaridade surge como uma necessidade, como uma ferramenta para articular os conhecimentos. Os especialistas dominam um campo de atuação, mas o desafio do professor é pegar a ciência e torná-la algo mais prático e real para o aluno. E não tem como fazer isso sem colocar as ciências para dialogarem”, diz.

O professor conta que no Mater Amabilis essa ferramenta é bastante utilizada. Por exemplo, nos projetos do SOS Mater, que trabalham de forma prática as questões social e ambiental num só contexto.

Ele cita o projeto realizado com o Ensino Fundamental I para destinação de resíduos. Os alunos trabalharam o tema sob a ótica social, ao considerar que o descarte correto é importante para ajudar no trabalho dos catadores, mas também entendendo o aspecto ambiental, da origem do papel e seus impactos. Entraram ainda questões relacionadas à matemática e à física, envolvendo o peso e o volume dos materiais. “As ciências que na sala de aula são trabalhadas de modo independente se integram em projetos como este”, observa o professor.

Para ele, essa abordagem também é importante porque as crianças menores não têm muita bagagem cultural e, assim, algumas informações acabam ficando muito abstratas para elas. “Ao trabalhar de modo interdisciplinar, elas entendem melhor como a ciência transita entre o mundo técnico, teórico e real”.

Os estudos do meio também são outra oportunidade de articular conceitos de forma integrada. As turmas do 7º ano, que vão para o Vale do Tietê, por exemplo, passarão por várias cidades às margens do rio e vão estudar aspectos que envolvem geografia, topografia, biologia e química.

O professor Gerardi Junior lembra, ainda, do novo laboratório de tecnologia do colégio, um ambiente pensado para professores de diferentes disciplinas usarem a tecnologia para integrar conceitos e conhecimentos práticos. “Ela é um ponto de encontro para todas as disciplinas, das aulas de aprendizagem socioemocional aos cursos avançados de programação, que vai ajudar a trazer vivências e um olhar de mundo prático para os alunos”.

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