Projeto Diamante valoriza a organização do ambiente escolar e o trabalho coletivo

Iniciativa estimula a responsabilidade e a autonomia dos alunos do 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental

Desde o início deste ano, os alunos das cerca de 20 turmas do 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental do Colégio Mater Amabilis concorrem a uma premiação. A fim de garantir a limpeza e a organização dos espaços escolares e valorizar atitudes positivas que priorizam o bem-estar coletivo e o respeito mútuo, o Projeto Diamante concede troféus e medalhas às classes que tiveram o melhor desempenho nessas frentes.

A ideia surgiu para tentar estruturar da melhor forma possível o grande fluxo de entrada e saída de alunos das salas de aula para os ambientes que compartilham com outras classes — em aulas como: educação física, xadrez, artes, laboratório de ciências e informática. “Além de tentar deixar o trajeto dos alunos de um local ao outro mais tranquilo, já que ocorre o encontro de diversas turmas e havia um certo tumulto, outro foco foi engajar os alunos na limpeza desses espaços, para que entendam que esse é um trabalho coletivo e que não cabe apenas ao professor”, diz Eunice Tedesco, coordenadora do Ensino Fundamental I.

Ela conta que na classe de cada turma participante tem um cartaz e, os professores dessas aulas, quando voltam com os estudantes para a sala, já fazem a avaliação e marcam a pontuação daquela turma referente aos aspectos propostos pelo projeto, como disciplina, respeito aos colegas na fila, limpeza da sala, organização do material usado e trabalho em equipe.

No final de cada mês, é feita a contagem dos pontos, e a turma que mais pontuou ganha um troféu — e permanece com ele naquele período, já que é um prêmio rotativo. No mês seguinte, o processo se repete. No final do semestre, os alunos da classe que ganhou mais vezes, ou seja, que ficou com o troféu o maior número de meses, recebem medalhas. “Eles gostam de participar e disputam muito as premiações. Quando ganham é uma festa. Tiram fotos e colocam no site da escola”, conta Tedesco.

Segundo ela, além de ter melhorado muito o comportamento dos alunos e a organização das salas, o projeto integrou mais os professores que dão essas aulas para uma mesma turma. “Conferiu também mais autonomia aos estudantes e incorporou neles a responsabilidade de cuidar do que é coletivo”, conclui a coordenadora.